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Tecnologia, biscoitos e automação: uma história surpreendente

Imagem retirada de https://elcoindustria.com.br/automacao-industrial-qual-o-momento-certo-de-investir/ Imagem retirada de https://elcoindustria.com.br/automacao-industrial-qual-o-momento-certo-de-investir/

A essas alturas, você talvez já tenha ouvido falar de indústria 4.0. Aqui mesmo no Olhar Digital, nós já mostramos alguns exemplos de como as fábricas estão evoluindo rapidamente em direção a um momento em que as linhas de produção sejam completamente automatizadas e – talvez – autônomas. Dessa mistura entre robôs, sensores e inteligência artificial, vai surgir um novo padrão de produção na indústria. Ainda não chegamos lá. Mas o caminho parece claro. Em países desenvolvidos, já há fábricas que podem ser vistas como exemplos da tal indústria 4.0.

No Brasil, é claro, as coisas andam um pouco mais devagar. Mas, a automação já está presente em diferentes áreas da produção. Algumas até surpreendentes. É o caso dessa fábrica de biscoitos – ou será de bolachas? – que fica no interior de São Paulo. O começo de tudo ainda é o mesmo: uma massa equilibrada.

O tempero da tecnologia começa a aparecer mais fortemente a partir desse ponto. Depois que a massa está pronta ela é encaminhada para essa de linha de produção. Aqui o principal resultado do uso de automação é a velocidade: em apenas 10 minutos o que era massa vai estar pronto e embalado sob a forma de biscoitos.

Na primeira etapa, a massa passa por um detector de metal para garantir que nenhum tipo de impureza esteja presente. Depois, ela passa por uma série de rolos de laminação. Um deles é responsável por fazer furinhos na massa: eles servem para controlar o tamanho. Cada biscoito tem cerca de 1 milímetro de espessura nessa fase.

Agora chegamos à fase do forno. A massa passa pelo fogo direto, transferência de calor por radiação e pela etapa de convecção. São 104 metros só de forno. Após 3 minutos e meio a uma temperatura de 330 graus, o biscoito sai assado.

Mas, ainda não acabou. Agora, é preciso esfriar os biscoitos, já que eles não podem ser embalados quentes. Aí, finalmente chegamos ao empacotamento. Por aqui, o processo é automatizado e consegue colocar 20 pacotes de biscoitos em uma caixa e liberar 11 caixas por minuto. Depois que esse método foi implantado, 10 funcionários que cuidavam da embalagem foram deslocados para outros setores..

Um detalhe interessante vem do armazenamento – que é totalmente automatizado. Esses transelevadores são robôs que conseguem estocar produtos de uma maneira inteligente. Cada pallet como esse recebe uma etiqueta com um código que é escaneado e entra em um software com informações como data de fabricação, dados do produto e marca. Toda a equipe comercial consegue saber quantos produtos estão entrando e quantos estão saindo em tempo real. O robô é programado para sempre pegar o lote que apresenta a validade mais próxima e guardar o que está mais novo. O depósito tem capacidade para armazenar até 15 mil paletts, e, hoje, é controlado por 5 transelevadores, que trabalham todo dia, sem parar. O estoque inteiro é renovado a cada 10 dias.

Essa fábrica é apenas um exemplo de como a automação está mudando como os produtos são feitos. Segundo o relatório da Transparency Market Research, o mercado global de automação industrial deve ter um crescimento anual 6,6% até 2024. Já no Brasil, nos últimos dois anos, o número de grandes indústrias que passaram a apostar em tecnologias de automação cresceu 10% - até para tentar tirar o atraso em relação ao resto do mundo. Ainda estamos longe de países desenvolvidos, onde tudo isso que você viu já começa a funcionar de maneira autônoma, com as decisões sendo tomadas por sistemas de inteligência artificial – esse é o espírito da indústria 4.0, que também vai chegar ao Brasil. Resta saber se estaremos preparados para essa verdadeira revolução.

fonte: Olhar Digital

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