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Automação atingirá mais da metade dos empregos em até 20 anos

Imagem retirada de http://www.correiodobrasil.com.br/automacao-atingira-mais-metade-empregos-20-anos/ Imagem retirada de http://www.correiodobrasil.com.br/automacao-atingira-mais-metade-empregos-20-anos/

Uma pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE com um estudo da Universidade de Oxford revelou que mais da metade dos empregos formais e informais no Brasil (58,1%) pode ser substituída por máquinas nos próximos dez a 20 anos. Segundo o estudo divulgado pelo jornal Valor Econômico, este número equivale a 52,1 milhões postos de trabalho.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, o economista Bruno Ottoni e pelo matemático Paulo Rocha e Oliveira, o número faz referência aos empregos classificados na faixa de “risco alto” de serem exercidos de forma automatizada nas próximas décadas por tecnologias já existentes. São atividades que não demandam originalidade e criatividade e de não exigirem relações socioemocionais e certas habilidades motoras.

Entre as ocupações incluídas na faixa de “risco alto” estão a condução de automóveis, táxis e caminhonetes (98% de probabilidade de automação), atividades que pode ser substituída por carros autônomos. Ainda neste grupo estão cobradores, entrevistadores de pesquisa de mercado, balconistas e até garçons. Ainda segundo os pesquisadores, o custo da mão de obra brasileira também irá interferir nas futuras mudanças, já que devido aos salários baixos, o empresariado pode apostar na substituição do funcionário pela automação.

Se esta pesquisa indica um tempo de dez a 20 anos, o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em abril deste ano, dá um pouco mais de tempo para esta transformação. Segundo o Ipea, mais da metade dos trabalhadores brasileiros devem perder seus empregos para máquinas nos próximos 30 anos.

De acordo com o Instituto, 35 milhões de trabalhadores formais correm risco de perder seus empregos para a automação até 2050. A pesquisa alerta para o elevado nível de desemprego nos próximos 30 anos no país caso os profissionais e o Estado não se preparem. Ainda segundo o Ipea, áreas com menos risco de serem afetadas pela automação são as que envolvem empreendedorismo, criatividade, análise, tomada de decisões estratégicas, cuidado humano e trabalho em equipe.

Novas profissões
Segundo a pesquisa do Ipea, o desenvolvimento de novas tecnologias representa o advento de novas necessidades e, consequentemente, a criação de novas profissões associadas a supervisionar, manter e incrementar as tecnologias recém-introduzidas.

Já as profissões que devem ser mantidas no curto/médio prazo as profissões associadas a valores humanos como empatia (assistentes sociais), cuidado (babás) e interpretação subjetiva (críticos de artes, por exemplo). Esta pesquisa utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) – painel que cobre 97% dos trabalhadores formais no Brasil entre 1986 e 2017 e que tem por objetivo subsidiar políticas públicas do mercado de trabalho no país.

fonte: Correio do Brasil

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