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Tecnologia da informação é a base do desenvolvimento

12/08/2015
Imagem: Alex Régis
Imagem: Alex Régis

O ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aldo Rebelo, destacou ontem em  palestra em Natal a importância das infovias de rede ótica para o desenvolvimento da sociedade. Em sua palestra “Tecnologia da Informação e Comunicação para cidadania, desenvolvimento produtivo e inclusão social: o papel do MCTI”, dentro do seminário Motores do Desenvolvimento, ele reconheceu a importância de projetos desenvolvidos no Rio Grande do Norte, como GigaNatal que interliga instituições de ensino e pesquisa na capital, e o GigaMetrópole que ampliou a rede para atender escolas públicas localizadas na região metropolitana e citou que nenhum país pode almejar desenvolvimento sem ter acesso à tecnologia da informação. Tanto em medidas para serviço público como na iniciativa privada.

A referência a esses dois projetos desenvolvidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte mostra a necessidade de uma rede em que as instituições possam conversar com a finalidade de avançar com a ciência e o ensino. O ministro também falou sobre o projeto sendo desenvolvido para interligar em rede de acesso unidades do Instituto Federal de  Educação, Ciência e Tecnologia em Mossoró, além das universidades Estadual, Uern e a Federal do Semiárido, Ufersa.

“Não se pode conceber nem o presente nem o futuro sem que a tecnologia da informação seja um pressuposto, seja a base de qualquer projeto de desenvolvimento econômico. No serviço público do mesmo jeito, a eficiência da educação, serviços de saúde, tudo isso depende da tecnologia da informação”, afirmou, relacionando o esforço que o MCTI tem empreendido para apoiar ações como essa. E relacionou pesquisas exitosas com o uso de ferramentas que possam permitir o acesso da saúde em locais remotos, como a realização de exames em pessoas dessas áreas e enviados para centros de saúde onde pode ser feito diagnóstico rápido. “Imagine o que isso resultará em desobstrução de filas, comodidade e conforto nos procedimentos. É isso que a TI permite”, afirmou.

Competitividade
O avanço do país em tecnologia da informação aplicada na inciativa privada também foi relacionado ao desenvolvimento. Por estar em atraso nesta área, o Brasil tem crescido acima da média entre outros. A média de crescimento anual no mercado de empresas de TI é de 10%, enquanto que a média de outros países vem sendo de 5%, nos últimos anos.

A expansão de mercado com a globalização e as possibilidades de levar mercadorias a qualquer ponto do mundo gerou um esforço para investimento na área, também pelas empresas que não têm atividade fim em TI, mas que a utilizam em seus negócios. “A TI é a única atividade que não encerra em si a sua finalidade. A única capaz de espalhar sobre as outras seus efeitos, contribuindo para maior velocidade de circulação de mercadorias que não seja a sua”, definiu.

Ao iniciar sua fala o ministro Aldo Rebelo historiou fatos relacionados ao Rio Grande do Norte. No campo da ciência, lembrou do feito de Augusto Severo em sua experiência com balão. Lembrou também as atividades do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno, com experiências pioneiras em lançamentos de foguetes, como forma de colocar que o Estado tem um passado ligado à ciência e que isso também deveria ser lembrado pela sociedade como exemplos na área. “Esse passado ajuda a ter confiança na capacidade para presente e futuro”, afirmou.

O projeto Motores do Desenvolvimento foi citado pelo ministro com o papel de função disciplinar e reconhecimento da importância para o desenvolvimento. “Valoriza  institucionalmente esse debate com instituições importantes do estado e do país, federações empresariais, e tem papel educativo”, frisou.

Entrevista - Aldo Rebelo
Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação

‘Não se pode conceber presente e futuro sem tecnologia”

Qual a importância da tecnologia da informação e como o Ministério pode fomentar ações nos estados e municípios?
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação tem a  responsabilidade  legal e intelectual de liderar o esforço do país para o futuro da ciência, da tecnologia e da informação. Tanto na economia, nos serviços públicos, na vida dos indivíduos. Não se pode conceber nem o presente nem o futuro sem que a tecnologia da informação seja um pressuposto, seja a base de qualquer projeto de desenvolvimento econômico. A produtividade do trabalho, a competitividade da economia, do país, dos estados e município está relacionada com a incorporação, cada vez mais, com tecnologia da informação no processo produtivo ou na oferta de serviços.  No serviço público do mesmo jeito, a eficiência da educação, serviços de saúde, tudo isso depende da tecnologia da informação. E o ministério tem a obrigação de apoiar as ações do estado, as ações dos municípios, da União e na iniciativa privada na busca pelo desenvolvimento.

Qual sua avaliação sobre iniciativas como esta para debater a tecnologia da informação para sociedade?
Esse evento já tem algum tempo de apoio institucional de  às ações de ti, isso tem a capacidade de valorizar, de difundir, de debater, de buscar as melhores alternativas de inciproação de tecnologia à atividade econômica, de serviço público e o apoia, naturalmente, porque vê um sentido educativo, institucional em ações dessa natureza.

A presença do ministro pode facilitar o andamento de projetos nessa área no RN?
Nós já temos alguns projetos em curso relacionados com o ministério e TI. Temos em curso um projeto de cobertura de todo o Estado a partir das cidades de Natal e Mossoró que depois se ligarão entre si num projeto de cobertura em rede principalmente para as escolas e universidades, mas que tem como objetivo oferecer serviços para toda a população.

Fonte: Tribuna do Norte