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Por que o Brasil não avança na automação industrial?

22/07/2015
Imagem retirada de http://www.amanha.com.br/posts/view/751
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O Brasil figura entre os países mais atrasados na adoção de automação industrial. Segundo levantamento da Pollux Automation, empresa de automação e robótica de Santa Catarina, o país tem somente dez robôs por cada grupo de dez mil trabalhadores nas fábricas – enquanto Coreia do Sul e Japão chegam a ter mais de 300. Mas o que segura o avanço brasileiro nesse processo?

A Pollux fez essa pergunta a 502 engenheiros, gerentes e diretores das principais empresas do setor automobilístico que participaram de eventos da Pollux Automation nas cidades de Santo André (SP), Campinas (SP), Porto Alegre (RS) e Contagem (MG). Para eles, o que mais atrasa a automação industrial brasileira é a própria instabilidade econômica nacional (13,9%). “Certamente está por trás deste resultado a redução de investimentos nos dias de hoje”, comentou José Rizzo Hahn Filho, fundador e diretor presidente da Pollux, sobre a enquete realizada entre os dias 9 e 18 de junho deste ano.

Na sequência, os representantes do setor automotivo apontam como fatores para o atraso também a acomodação e falta de visão nas empresas nacionais (11,4%); a falta de incentivos por parte do governo (10,4%); a falta de uma política estratégica (9,4%); orçamento limitado (8,4%); e a falta de capacitação tecnológica no país (7,8%). Veja a lista completa ao final desta reportagem.

 A combinação desses fatores, na percepção de Rizzo, tem dificultado o investimento em tecnologia e, principalmente, afetado negativamente a produtividade da indústria brasileira. Para ele, se não houver uma ação rápida para reverter o quadro atual, a indústria brasileira continuará perdendo competitividade em relação aos demais países. “E as consequências podem ser bastante graves, pois o Brasil não está em posição de abrir mão de sua base industrial, pela sua contribuição com o PIB e pela quantidade de empregos gerados”, complementa Rizzo.

Em matéria publicada na edição 309 de AMANHÃ, em novembro de 2014, Rizzo já

Fonte: Amanhã