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O futuro das intranets está nas redes sociais

19/02/2014
Imagem retirada de http://portogente.com.br/portopedia/intranet-74028
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É inegável que a capacidade de uma empresa de se comunicar bem com seus colaboradores pode fazer a diferença para a criação de um ambiente de trabalho mais saudável e para o sucesso de um negócio como um todo. Dentro deste contexto, as intranets e portais corporativos foram criados e adotados nas últimas duas décadas como plataformas de comunicação com os funcionários, em especial nas grandes corporações.

Embora algumas utilizem esses portais com eficiência, posso afirmar que 10 entre 10 empresas têm problemas com a falta de audiência dos colaboradores às suas intranets. Eles não se entusiasmam a participar (mesmo que os departamentos de RH os incentivem a fazer isso) porque sabem que naquele espaço a comunicação é feita em mão única, de “cima para baixo”. O funcionário pode até comentar algo, mas isso não o faz se sentir parte do processo.

O mundo evoluiu e a criação das redes sociais tornou a vida de todos nós muito mais colaborativa. Mais do que simplesmente receber informações, as pessoas querem contribuir, expor sua opinião, participar. Essa tendência é ainda mais marcante nos profissionais da geração Y - que vêm amadurecendo e assumindo cargos de gerência nas empresas - e nos jovens nascidos nos anos 90, que já cresceram passando horas na internet e no Facebook.

Diante dessa nova realidade, é natural que o futuro das intranets esteja na migração para um modelo de redes sociais. A grande vantagem desta mudança está na facilidade de adoção da tecnologia. Por já serem familiarizados à dinâmica das plataformas mais utilizadas em seu dia a dia, usar a rede social corporativa será um processo natural.

É claro que as rede sociais corporativas oferecem menos liberdade ao usuário do que as convencionais. Não é indicado que exista, por exemplo, a opção de “seguir” um colega de trabalho, (de forma a evitar a criação das tradicionais “panelinhas”), e o conteúdo postado deve ser moderado para evitar qualquer tipo de desconforto.

Por outro lado, ela possibilita uma interação muito maior entre líderes e liderados e garante um espaço onde os colaboradores não apenas recebem os principais comunicados, mas podem trocar ideias e contribuir com informações para o crescimento da empresa. Isso faz com que o processo de comunicação se torne bilateral, democrático, colaborativo e muito mais interessante, é claro!


Fonte: Administradores.com, escrita por Sergio Falsarella Jr.