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Há ROI na automação da cadeia logística de medicamentos?

Imagem retirada de http://cio.com.br/opiniao/2017/05/26/ha-roi-na-automacao-da-cadeia-logistica-de-medicamentos/ Imagem retirada de http://cio.com.br/opiniao/2017/05/26/ha-roi-na-automacao-da-cadeia-logistica-de-medicamentos/

No dia a dia da rotina hospitalar, um dos grandes desafios dos gestores é, sem dúvida, aumentar a eficiência e a segurança dos processos de unitarização, armazenagem e dispensação de medicamentos. Muitos hospitais questionam qual é o melhor modelo de gestão a ser adotado, quais os custos e, principalmente, qual é o Retorno sobre o Investimento (ROI) inerentes à essa decisão. Tal desafio é ainda maior quando trata-se de uma estrutura complexa, onde é preciso orquestrar muito bem as operações nas diversas unidades hospitalares.

Meios de como promover e garantir o retorno de investimento para essa transformação de processos são assuntos freqüentes nas pautas de discussões de administradores. Cada vez mais a automação mostra-se como caminho para solucionar a essa questão. Entretanto, é necessário que essa automação esteja integrada não apenas com os softwares de gestão dos hospitais, mas também às demais tecnologias existentes nesses ambientes.

Um caso prático do Centro Hospitalar de Annecy-Genevois, na França, apontou que a decisão de adotar uma gestão integrada e totalmente automatizada das atividades de unitarização, armazenagem e distribuição de medicamentos gerou ganhos significativos do ROI para o complexo, que abrange aproximadamente 1.400 leitos.

Um estudo realizado pelo hospital, no período de 2007 a 2013, abordou uma análise comparando três modelos distintos de processos e recursos humanos para gestão de medicamentos. No primeiro, a decisão era manter totalmente manuais as operações de unitarização, armazenagem e dispensação das doses; no segundo cenário, apenas as etapas de unitarização e armazenagem seriam automatizadas, enquanto os processos de dispensação continuaram sendo manuais; por fim, o terceiro modelo, contemplava a automação completa desde a unitarização, armazenagem até a dispensação dos medicamentos.

Ao comparar o cenário totalmente manual com a automação parcial, esta proporcionou redução de 7,5% nas despesas anuais farmacêuticas das unidades hospitalares, além de um ganho de qualidade próximo a 100% (20 ppm). Já a completa automação, aliada à total adaptação à tecnologia por suas equipes, possibilitaria uma economia de 37% nos custos anuais farmacêuticos, sendo esta a situação adotada pelo hospital.

Ao mesmo tempo que a tecnologia gera melhorias aos processos, também reduz erros na prestação de serviços na área de saúde - diminuindo situações iatrogênicas, que podem acarretar em altos custos por administrações indevidas de medicamentos em tratamentos terapêuticos, que de acordo com o estudo podem chegar a 650 mil euros anuais. Tais melhorias impactam também na redução de penalidades financeiras advindas do não cumprimento de conformidades estabelecidas por contrato (Contrat de Bon Usage), que podem somar cerca de 1 milhão de euros anualmente, ainda segundo o levantamento.

Outras vantagens são o melhor aproveitamento de tempo das equipes de enfermaria e a agilidade na administração do estoque na área de armazenagem. Constatou-se ainda nesse estudo de caso que o sucesso dos resultados avaliados estão diretamente ligados à efetiva transformação cultural das pessoas envolvidas em cada fase. Portanto, comprovadamente a automação pontual não é a ideal. Ao invés disso, hospitais devem apostar na sinergia entre todos os processos da cadeia logística de medicamentos para se obter um ganho global real.

A automação quando é flexível e modular traz também o benefício de pode ser implementada por etapas e fases, acompanhando eventuais mudanças e evoluções dos processos organizacionais. Assim como evidenciado no histórico deste projeto, inicialmente a automação englobava apenas o centro hospitalar de Annecy que expandiu-se quando houve a fusão com o Centro de Genevois, em 2014. Além de atender os novos leitos, a ampliação da automação também abrangeu um maior percentual na operação de dispensação de medicamentos ao contemplar também processos de logística descentralizada - aumentando o índice de prescrições atendidas de 85% para 95%.

Fonte: CIO, escrita por José Renato Marcuci

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